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em Cultura

Livro #NísiaFlorestaPresente resgata história da educadora potiguar

Com referência à socióloga e política Marielle Franco, assassinada em 2018, obra reivindica a importância de não se deixar a história das mulheres desaparecer

Feminismo, resgate histórico, educação, luta, esquecimento, busca, encontro. Esses são alguns dos pontos de partida da obra “#NísiaFlorestaPresente, uma brasileira ilustre”, de autoria da escritora e pesquisadora Constância Lima Duarte. O livro será lançado em Natal no dia 4 de novembro, no foyer do Teatro Riachuelo, às 19h.

O lançamento da obra é a culminância do projeto “Nísia Floresta: uma mulher à frente do seu tempo”, produzido por Mariana Hardi e viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão da Prefeitura do Natal, com patrocínio do cemitério e crematório Morada da Paz.

O projeto contempla não só a produção do livro como também a distribuição gratuita e consciente dos exemplares, que serão entregues gratuitamente nos eventos de lançamento e para escolas públicas, bibliotecas e outras entidades.

Outro detalhe é que a iniciativa conta com uma equipe composta quase que totalmente por mulheres: coordenação de produção por Mariana Hardi; escritora Constância Lima Duarte, revisora Andreia Braz; projeto gráfico e diagramação por Amanda Duarte e Milla Azevedo; assistente de produção Luiza Oest; assessoria de imprensa por Marina Lino e Mariana Pinto; fotografia por Larissa Marinho; vídeo por Luana Tayse; assistente administrativa Jeane Ataíde; entre muitas outras.

Além do lançamento em Natal, haverá um lançamento dentro da programação do II Festival Literário de Nísia Floresta no dia 31 de outubro, às 14h, onde Constância fará uma fala.

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Sobre Constância Lima

Constância Lima Duarte morou em Natal por 20 anos, período em que foi professora na UFRN. É ainda pós-doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Acredito que encontrei Nísia Floresta aqui, mas acho que ela está no inconsciente de toda feminista. Tenho a sensação de que todo mundo a reconhece quando falamos o nome dela. Com Nísia, me senti familiar, percebia que as pessoas também a conheciam, mas ninguém sabia explicar quem de fato ela foi. E eu fiquei com essa necessidade de contar quem ela é, a sua história e seus feitos”, conta.

Pesquisa

À medida em que ia buscando e localizando referências, notícias, recortes e artigos, Constância foi montando um grande quebra-cabeça sobre Nísia Floresta. Quando esteve em São Paulo e no Rio de Janeiro, a autora também buscava essas referências sobre Nísia, mesmo assim ainda havia pouquíssimo material.

“No doutorado, decidi fazer a pesquisa seguindo os passos de Nísia por Recife, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Portugal, Itália, Alemanha, França e Inglaterra. Essas viagens duraram dois anos. Depois desse período, parei para poder organizar o que tinha coletado, para ler os livros que havia localizado, montar o mosaico e finalmente contar a história”, detalha.

Sobre a obra

“#NísiaFlorestaPresente: uma brasileira ilustre” é uma obra biográfica que segue a cronologia dos passos da personagem principal e começa falando da importância de se conhecer Nísia Floresta.

“Ela já estava entrando no processo de memoricídio, corríamos o risco de em breve mal sabermos o básico sobre ela. Aqui destaco que um dos agravantes é que especialmente a história das mulheres foi apagada, foi delegada ao esquecimento. Não sabemos quem foram as mulheres pioneiras no Brasil. A história das mulheres ficou no limbo”, alerta Constância.

Nísia Floresta

Há mais de 200 anos, nascia uma menina no interior do Rio Grande do Norte que se tornaria uma exceção dentre a maioria esmagadora das mulheres de seu tempo, com espírito contestador e libertário quando defende a educação feminina, o direito dos índios e dos negros à liberdade.

No conjunto da obra de Nísia – 15 livros, entre ensaios, romances, poemas e crônicas, publicados em português, francês, inglês e italiano – existe uma espécie de diálogo cujo propósito era formar e modificar consciências, e assim contribuir para mudar o quadro ideológico social de seu tempo. Direitos das mulheres e injustiça dos homens foi apenas o primeiro passo dado nesta trajetória, a semente que logo germinaria nos demais escritos.

Referência à Marielle Franco

E por que #NísiaFlorestaPresente? A referência à socióloga e política Marielle Franco, que foi assassinada a tiros no dia 14 de março de 2018, em um atentado ao carro onde estava, busca resgatar a importância de não deixar a história de Nísia desaparecer.

Serviço

Lançamento do livro #NísiaFlorestaPresente: uma brasileira ilustre
Data: 4 de novembro de 2019 – segunda-feira
Horário: 19h
Local: Foyer do Teatro Riachuelo, em Natal