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em O que fazer em caso de morte

Dia dos Namorados: viúvos contam como superaram a perda do cônjuge e voltaram a amar

“Eu senti como se o mundo estivesse desabando sobre mim”. O desabafo é do advogado Antônio Magalhães, 62 anos. Há quatro anos, tornou-se viúvo depois de a ex-esposa morrer em decorrência de um problema hematológico desencadeado pelo câncer de mama. “Do diagnóstico até receber a notícia do falecimento, senti raiva, tristeza, ódio. Fiquei desestabilizado. Eu me vi inundado de várias sensações negativas. Foi muito doloroso”, complementa.

O companheirismo durou 30 anos, entre namoro, noivado e casamento. Da união, nasceram dois filhos, um menino e uma menina. Durante o período em que passaram juntos, quase não havia tempo ruim. Estavam sempre em busca de harmonia e felicidade. “Eu brincava dizendo que éramos mais amigos que marido e mulher. Sempre estávamos muito unidos. Tinham sextas-feiras em que eu chegava em casa e dizia que íamos viajar. Com um sorriso no rosto, ela sempre topava. Arrumávamos as malas e seguíamos viagem. Eram dias incríveis”, rememora.

Sem expectativas de encabeçar um novo relacionamento, Magalhães ficou recluso por dois anos. Momentos sociais, só as reuniões de família e entre amigos – que os apoiaram nos momentos de dor e os ajudaram a superar o luto. Um novo amor surgiu naturalmente, em um desses encontros. O namoro tornou-se tão sério que o cientista jurídico passou a morar com a amada em uma união estável. Planos para curtir o Dia dos Namorados não faltam. “Quem sabe um camping em alguma cidadezinha, só nós dois, vendo as estrelas, ou uma viagem pelas praias do litoral do Rio Grande do Norte. As opções são muitas”, cogita.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que em 23% das uniões registradas em 2013, um dos cônjuges era divorciado ou viúvo. Em 2003, a porcentagem era de apenas 13%.

“É normal que a dor da saudade permaneça. Afinal, em toda relação afetiva constroem-se laços de afinidade, principalmente em um casamento. Por isso, a melhor maneira de superar a perda do cônjuge é viver um dia de cada vez e saber que nunca é tarde para amar”, orienta a psicóloga do luto do Grupo Vila, Mariana Simonetti.

Dupla perda

Sorridente e sempre de bem com a vida, é difícil notar que Maria da Conceição Sena, 60 anos, passou por duras provas nos últimos anos, dentre elas a morte de dois ex-maridos. “Foi um choque muito grande quando perdi meu primeiro ex-marido por um AVC [Acidente Vascular Cerebral]. Fiquei arrasada. Perdi o chão. Vivia me questionando sobre o que iria fazer. Ele era o pai da minha filha. Meu tudo. A segunda vez não foi diferente”, conta.

No primeiro casamento, a aposentada dividiu muitas alegrias com um italiano, inclusive um pedido de casamento fora de hora. O detalhe é que ele era casado e, enquanto não saía o divórcio do estrangeiro, Conceição engatinhava outra relação. Restando apenas quatro dias para se casar com essa outra pessoa, a natalense recebeu do italiano um buquê de flores e a aliança que usou durante os 20 anos que ficaram casados e desistiu do casamento com o brasileiro.

“A lua de mel foi curta, mas muito engraçada”, dispara a viúva. “Fomos para um desses hotéis de águas termais nordestinos. E durante um banho de piscina e outro, ele queimou as partes íntimas. Tivemos que voltar para casa e ir ao médico. Para suplantar o fim da celebração, ele nos deu de presente uma segunda comemoração. Foram três meses viajando pela Europa. Aí foi tudo maravilhoso, sem acidentes”, detalha.

Em 2004, quando ficou viúva pela primeira vez, a natalense sentiu-se só. Mas superou a solidão e, três anos mais tarde, assinou uma nova certidão de casamento com um amor da adolescência. A união durou pouco mais de um ano, tendo em vista o falecimento do cônjuge provocado por um ataque cardíaco.

Apesar de hoje não estar casada, Conceição afirma que nunca está solteira e também faz planos para o Dia dos Namorados. “Se hoje estou muito bem, é porque encaro a perda como aprendizado. Aprendi que a vida é para ser partilhada com o que me faz bem. Viver simplesmente me motiva. Por isso vou às baladas, gosto de dançar e conhecer pessoas novas. Atualmente, considero o meu status como enrolado. Mas não vou passar a data sozinha. Sempre tem alguém para tomar uma bela taça de vinho comigo”, finaliza.

O que fazer em caso de morte

O Grupo Vila está pronto para te ajudar. Tire todas as suas dúvidas e saiba o que fazer em caso de morte de um ente querido.

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