O poeta e jornalista Deífilo Gurgel faleceu no dia 06 de fevereiro e foi velado e sepultado no Cemitério Morada da Paz. Deífilo Gurgel é um dos maiores folcloristas do Brasil e responsável por resgatar e preservar a memória cultural do Rio Grande do Norte, área de conhecimento na qual se tornou referência.
Ele nasceu no dia 22 de outubro de 1926, em Areia Branca, e além de poeta e jornalista, também era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Natal. Ele exerceu as funções de diretor do Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura do Natal, diretor de Promoções Culturais da Fundação José Augusto e professor de Folclore Brasileiro na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Deífilo publicou várias obras relacionadas ao folclore, como "Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte" (1995), "Manual do Boi Calemba" (1985), "João Redondo", "Teatro de Bonecos do Nordeste" (1986) e "Romanceiro de Alcaçuz" (1993) .
O conjunto da obra de Deífilo Gurgel é muito extenso. Sua trajetória passa por inúmeras atividades culturais, livros publicados, pesquisas sobre o folclore, obras coletivas e participações em antologias. O folclorista ganhou diversos prêmios literários e menções honrosas, participou de muitos encontros, seminários, festivais, palestras, entre outras atividades.Um exemplo é a "Comenda do Mérito Centenário Câmara Cascudo", entregue na Capitania das Artes, em Natal, em 1998.
Consta que Deífilo, poeta na adolescência, somente aos 40 anos "descobriu" o folclore, passando a dedicar-se integralmente ao assunto. Residindo em Natal desde 1944, em suas pesquisas ele se aprofundou nas raízes históricas e culturais do povo potiguar, que resultaram em descobertas inéditas como os romanceiros populares, que ainda não tinham sido registrados por qualquer outro pesquisador brasileiro, merecendo menção o "Cavalo Moleque Fogoso", de Fabião das Queimadas.