Para os católicos, o dia da morte é a consumação de seu novo nascimento, iniciado no Batismo. Mesmo assim, esta passagem desperta sentimentos de perda e de bastante introspecção, uma vez que, para algumas religiões cristãs, a morte envolve, de uma maneira geral, a crença no céu e no inferno. A Igreja Católica considera que, para além destas duas realidades, existe o purgatório, um estado de purificação onde ficam as almas que cometeram pecados. O ritual fúnebre também se difere em algumas religiões. Para os católicos, urnas, flores, velas e ornamentações com o intuito de homenagear o ente querido. Para os islâmicos, a morte é algo muito natural. Flores e velas não fazem sentido e a urna deverá ser a mais simples possível.
Flores também não fazem parte do ritual adotado pelo judaísmo, que não costuma tocar nenhum tipo de música durante o velório, e não é permitido comer, beber ou fumar. Até o sepultamento, deve-se dar aos enlutados plena vazão à sua dor.
"Para cada pessoa, o processo de luto acontece de forma única e vai depender das características individuais de cada um, do tipo de relacionamento que se tinha com a pessoa que partiu, do suporte psicossocial que recebe e da forma como aconteceu a perda", explica a psicóloga Bianca Queiroz, coordenadora do serviço de Psicologia do Luto do Grupo Vila, oferecido gratuitamente aos clientes, nos Cemitérios Morada da Paz e Parque da Passagem, em Natal/RN. A Psicologia do Luto é um serviço que existe há mais de 7 anos e busca ajudar os familiares enlutados no processo de superação da dor e da perda do seu ente falecido. O serviço conta hoje com duas psicólogas que se revezam nos cemitérios do Grupo Vila, através de atendimento individual e em grupos de apoio. Os interessados podem fazer o agendamento prévio através dos telefones: (84) 36431601 ou (84) 3227 2388.