As inúmeras demonstrações de afeto e agradecimento pelo trabalho realizado diariamente tem sido o grande incentivo de Áurea Vila, que inaugurou e está à frente do Clube da Melhor Idade Cotinha Vila, projeto social desenvolvido em Natal para fornecer assistência ao idoso associado do Grupo Vila. “A alegria do reconhecimento é fabulosa, são depoimentos lindos e gestos de idosos que enxergam este espaço como um local de lazer, tranquilidade e diversão”, relata. No dia 11 de março, o Projeto Cotinha Vila comemora 10 anos de existência e satisfação em trazer centenas de idosos para o convívio social.
Fazer pessoas idosas saírem de casa, se relacionar e compartilhar suas vidas, é sempre uma vitória. Uma vitória comemorada a cada dia por Áurea Vila, pedagoga de formação, especializada em alfabetização e com uma experiência de 25 anos na área de educação. Atualmente ela convive com 55 idosos no Projeto Cotinha Vila, que funciona na Clínica Multifam, em Igapó, na Zona Norte de Natal. Os encontros acontecem três vezes por semana. As oficinas e atividades nas segundas e quintas-feiras e reuniões aos sábados. Na programação desta turma estão recreações, oficinas de artes, dança, comemorações de datas festivas e muitos passeios dentro e fora de Natal.
“Possuímos um grupo heterogêneo, e o maior desafio é encontrar programações que estimulem e agradem a todo”, revela Áurea. Além de fornecer lanches e comemorar os aniversariantes do mês, o Projeto está inserido na Ação Cidadã, realizado pelo Sest/Senat, com um passeio ao clube sempre na última quarta-feira de cada mês.
No início eram 30 idosos. Mas o projeto já chegou a ter mais de 70 participantes. “Eu sempre cobro a presença de todos fora de atividades como passeios e festas. Incentivo a participação nas palestras que tratam sobre saúde, higiene, estatuto do idoso, entre outros assuntos importantes. Estimulamos estas pessoas a serem independentes, ativas e a se cuidarem”.
Entre os participantes fies estão Maria Nazaré, que há cinco anos compartilha das atividades. “Eu faço parte do grupo de dança folclórica. Lá, a gente encontra diversão. O professor brinca com todo mundo, não deixa ninguém quieto”, descreve alegremente. Nazaré é viúva, mora em Cidade da Esperança com um de seus quatro filhos. “Vou viver ainda um bocado. Eu digo sempre para que as pessoas saiam de dentro de casa e venham participar, porque aqui cada dia a gente melhora”, incentiva Nazaré, ao mesmo tempo em que faz questão de elogiar o trabalho desenvolvido por Áurea Vila.